Sempre que ando em parques vejo milhares de mães cantando aquelas velhas canções de ninar.
A validade dessas músicas me espanta, visto que falam de lares desfeitos, violência doméstica e, literalmente, tocam o terror na criançada.
Dizem que a infância é a época mais importante da vida de uma pessoa. Psicólogos infantis imploram por mensagens positivas, por familias unidas. Segundo eles, isso é decisivo no caráter de um individuo.
Como explicar eufemisticamente para uma criança que "boi da cara preta" é mais ou menos a mesma coisa que 'dorme logo, senão um boi gordo e grande vai vir aqui e te deixar em pedacinhos"? Eu provavelmente mentiria, o que seria um segundo exemplo feio, já que o primeiro fica a cargo da música.
Estariam os pais criando monstros? Seriam estas canções culpadas pelo desenvolvimento mediocre da população brasileira?
O povo brasileiro não consegue sugar boas informações, não sabe aproveitar grandes oportunidades. Pensam em reeleger o Lula, um torneiro mecânico sapeca que acobertou um dos grandes escândalos politicos brasileiros, entre outras barbaridades.
Perceba, está tudo interligado. Em geral, a população tem a auto estima muito baixa, o que desestimula o aprendizado. Sem instrução não há opinião e por ai, vai.
E por que isso acontece? Traumas de infância! Crescemos em meio a ameaças, a exemplos ruins, com medo de desobedecer e apanhar.
Não entendeu a conexão? Bem, exemplificarei:
"O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada."
Que beleza, esse trecho incita a violência doméstica. Marido batendo em mulher, mulher batendo em marido. Ambos magoados e cansados, sem forças para levantar e resolver os problemas. Aliás, como encarar o amor como algo positivo depois de crescer ouvindo trechos como esse? Belo exemplo para as crianças.
Não sei como as mesmas pessoas que tiram CD's de Heavy Metal das lojas e estabelecem a censura de filmes e peças de teatro apóiam esses clássicos infantis.
É cada contradição que me aparece.
Taxista não pode ver um túnel que já sai saltitante do carro, tirando o membro da calça e urinando sem dó.
Não entendo esse fenômeno. Com tantos postos de conveniência espalhados pelo país, para que transformar ambientes públicos em pinico?
Será que isso ocorre em outros países? É possivel encontrar um taxista balançado a benga depois de uma urinada fenomenal em frente ao Louvre?
Espero que a resposta seja afirmativa, afinal, o Brasil já é reconhecido como o país do funk, dos escândalos politicos e do Gugu. Ser reconhecido também como o ÚNICO país do mundo aonde trabalhadores porquinhos fazem pipi em qualquer esquina é demais pra mim!
Eu lembro que minha banda favorita há um pouco menos de dois anos era HIM. Na verdade meus amigos mais antigos também lembram perfeitamente disso, já que, além de ouvir a banda freneticamente, tive o disparate de comprar pelo amazon.com 3, dos 5 cd's da banda, o que me custou uma quantia absurda.
Digo que foi algo absurdo porque o tempo tratou de apagar toda a magia, todas as sensações novas. Os álbuns ficaram gastos e repetitivos, a banda não me oferecia mais o que eu precisava.
Não deixei de gostar, mas deixei um pouco de lado para poder respirar. Esse "tempo" durou alguns bons meses.
Enfim, hoje estava arrumando minha baguncinha e encontrei os cd's e suas respectivas caixas embalados em plástico transparente, a prova de qualquer arranhão. Olhei com meus olhinhos curiosos e de repente senti uma vontade incontrolável de escutá-los.
Peguei meu som, minha toalha, minha camisola e o Razorblade Romance. Dei play, entrei no banho e quando me dei conta, tinha esquecido praticamente QUASE todas as letras da banda.
A cada faixa percebia buracos na minha mente, como se nunca tivessem sido preenchidos.
Conhecia as músicas, sabia identificá-las perfeitamente, mas as letras haviam sumido da minha mente.
Meu cérebro aparentemente funciona como um buraco negro, acho que nem David Copperfield seria capaz de fazer as coisas sumirem tão rápido.
"todos que vão para 2046 possuem a mesma intenção, eles querem recapturar memórias perdidas. porque em 2046 nada muda. mas ninguém sabe se isso é verdade ou não porque ninguém nunca voltou."
e se 2046 realmente existisse? o que valeria a pena guardar?
volta e meia me pergunto isso, mas acho que sei a resposta.
se só me restasse um último momento para lembrar para sempre, iria escolher sem sombra de dúvida os "last looks".
eles são tão bonitos e despretenciosos, afinal, ninguém é capaz de prever que nunca mais existirá um momento posterior.
as pessoas se olham, piscam, tocam as sobrancelhas, sorriem, se enxergam nos olhos da outra e simplesmente não percebem, ou não ligam.
se forem pessoas distantes, esse momento simplesmente vai sumir, junto com os minutos e segundos.
se forem amantes, o momento vai ser reinventado de acordo com a história que cada um quiser contar.
para mim, todos os olhares são os últimos, por isso me calo e olho sem me conter.
odeio pensar que não observei o suficiente, que não aproveitei a fisionomia de alguém, ou que dei um simples tchau, quando deveria ter dado um adeus.
o que alguns preferem esquecer, eu prefiro lembrar.
não gosto de escrever posts realmente tristes.
mas aconteceu algo que merece ser citado.
minha amiga sheila, que cresceu comigo, foi atropelada hoje a tarde e faleceu.
nesses momentos percebemos a importancia das pessoas em nossas vidas.
sempre gostei muito dela mas só fui me dar conta dos milhares de momentos relevantes que passamos juntas, hoje.
lembro perfeitamente do dia em que uma professora falou uma nota baixa dela em voz alta, me deixando indignada.
nesse dia fui até a coordenação e me queixei, pois era absurdo um professor humilhar um aluno.
ela conseguiu um pedido de desculpas, enquanto eu aprendi a nunca abaixar a cabeça.
lembro também do dia da internação da minha mãe. eu tinha 11 anos e cheguei com os olhos cheios de água no colégio.
enquanto todos riam, ela veio me dar um abraço. e foi esse abraço que me motivou acreditar que tudo daria certo.
as pessoas acabam se afastando naturalmente, depois de um tempo.
não é uma regra, mas eu e ela não fomos uma exceção.
nos encontravamos raramente por ai, despretenciosamente.
sempre ficavamos de telefonar, de sair.
nos telefonamos umas duas vezes, mas acabamos não nos vendo mais.
eu sei, as coisas sao como devem ser.
se não nos procuramos mais, algum motivo deve haver.
mas a verdade é que eu adiava os nossos encontros, pois sempre acreditei em um amanhã.
apesar de ser mais confortavel pensar que "viver a vida intensamente" é um clichê, temos que cair na real e perceber que não existe garantia de nada.
todo mundo tem um ultimo segundo, um ultimo suspiro e não podemos prever e nem mudar o destino das coisas.
e acreditem, ela teve o tempo dela e fez dele eterno enquanto durou.
as pessoas adoram negligenciar o passado negro, como se ele não estivesse escondido em algum pedaço do cérebro.
querem saber? eu chego a me orgulhar do meu.
abro um sorrisão quando vejo fotos da thalia em meados de 1990, com aquela juba brega, interpretando "marimar- a imunda da praia", ou quando lembro dela encarnando a catadora de lixo mais famosa do mundo.
aliás, a thalia é o icone do passado negro da maioria das meninas, até das que insistem em afirmar que nunca assististiram novela mexicana.
outro motivo de orgulho, ou melhor, vergonha, é o "é o tchan".
todas aquelas crianças de top e micro short, ou calças floridas e peito nu, dançando na boquinha da garrafa, em aniversários e festas americanas, achando tudo muito divertido.
pq afinal, quem não conhece uma ex-carla perez wannabe, ou um pseudo mini jacaré?
ainda não se identificou?
deixe-me tentar mais um poquinho...
o rap do solitario do mc marcinho, o taxi da angélica, a florentina do tiririca, o garçom do reginaldo rossi, os programas dominicais do sbt, como: fantasia, em nome do amor, tentação, topa tudo por dinheiro, gugu...não te dizem REALMENTE nada?
bom, se nada disso te remete a alguma lembrança, ou você é mentiroso, ou é um e.t.!
se for o caso de ser e.t., ainda dá tempo, corre pro google, pro soulseek, pro kazaa, pro you tube, AGORA!
e se for mentiroso, se envergonhe disso e não de ter tido um passado repleto de bundas rebolantes.
afinal, é preciso admitir que não há nada mais gostoso do que encontrar um encarte da cia. do pagode no meio das tralhas, não é mesmo?
sentimentos nao têm documentos
não têm hora de chegada e nem de partida.
têm passaportes falsos, usam chapéu de camurça escondendo os olhos.
se negam a demonstrar, se rebelam no minimo problema não resolvido.
um é blasé, ou outro é bem vindo,o outro é mal visto.
caminham com supremacia pela superficie terrestre, invadindo humanos, desumanos, cachorros, gatos.
se instalam em nossa pele, em nossos cabelos, na boca, na lágrima.
se prendem no simples ato de olhar.
nos domam sem ao menos percebermos.
o ódio é cruel quando invade o lugar do amor.
o amor é cruel quando invade o lugar da indiferença.
a indiferença é cruel quando invade o lugar da bondade.
todos são cruéis ao destinarem alvos perfeitos a caminhos diferentes.
ao fazerem cada um olhar para um lado diferente, quando os dois deveriam olhar para o mesmo lado.
falam do vazio como a solução.
mas apenas serve de solução para os tolos, pois o vazio não passa da imensidão de duvidas e castigos.
mas o que não sabem, ou o que raramente assumem é que
o vazio tambem é um sentimento, um sentimento de perda de todos os sentimentos possiveis.
o vazio é o suicidio coletivo de todas as esperanças que ainda restavam.
e ainda assim é o que traduz a beleza de cada ato que deturpamos ao longo da nossa existencia frívola.
depois de 2046, foi pride and prejudice que roubou meu coração.
a trama já é uma velha e conhecida história da famosissima autora jane austen, a mesma de razão e sentimento...entre outras obras.
o filme fala do meu grande ponto fraco: até onde deve-se ir com o orgulho e uma postura severa em relação a outro alguém.
a história envolve a bela jovem de origem pobre, elizabeth bennet e o belo, rico e rude mr. darcy.
eles se conhecem em um baile, aonde seu melhor amigo se encanta pela irmã mais velha de elizabeth e isso acaba aproximando os dois.
com o passar do tempo, mr. fitzwilliam darcy, que sempre se mostrou uma pessoa dificil e arredia, se mostra alguém com caráter e boa vontade, enquanto elizabeth se destaca por sua inteligência(muito mais do que por sua beleza, que ele diz considerar mediana).
após milhões e milhões de patadas mutuas, atitudes incompreendidas, preconceito, dúvidas e aparições tempestuosas do charmoso mr. darcy com aquele ar blasé, os dois resolvem deixar as desavenças de lado e passam a reconhecer mais as afinidades do que as diferenças.
"orgulho e preconceito" tratou as fraquezas humanas com tanta exatidão e leveza que podemos nos reconhecer em cada um dos personagens, afinal todos temos reservas, defeitos, qualidades e dúvidas.
por exemplo, como medir a dosagem certa para demonstrar o ódio pela pessoa amada, só pelo fato dela te causar um efeito devastador?
quando nos dedicamos demais ou de menos a alguém, a ponto de incomodar?
o quão indiferentes e orgulhosos devemos ser?
com que intensidade devemos nos doar?
a questão é que o grande amor pode estar fantasiado de vários sentimentos e de várias situações.
podemos encontrar em alguém com um olhar aparentemente sem graça, ou que não se encaixa nas tão sonhadas expectativas a pessoa que vai dar sentido a palavra "amor" .
muitas vezes demonstramos os sentimentos errados sem querer, deixando dúvidas e mágoa como marca na vida das pessoas que nos marcaram apenas com boas lembranças.
a verdade é que nossos mais intensos e reais sentimentos são para sempre nossos e eles só se mostram quando estamos preparados para entendê-los e aceitá-los verdadeiramente.
p.s.:
mr. darcy é muito meu estereótipo de homem...ô praga. ¬¬
eu não quero dormir.
não consigo.
fico com a imagem cravada na minha memória.
uma imagem que caiu como um raio em minha vida.
uma imagem que já havia sido vista, mas não memorizada.
uma imagem que procuro nos becos mais estreitos.
nos bares mais sujos.
nos cinemas escondidos.
em todos os lugares.
uma imagem que me fez parecer mais radiante e bonita.
sinto gosto de canela em tudo que provo.
how soon is now ecoa em meus ouvidos.
faço a contagem regressiva enquanto pego o metrô.
32. 31. 30. 29. 28...
tento recordar aquela voz, mas não consigo.
tento nao mais enxergar aquele olhar...impossivel!
penso no que ele pode estar fazendo.
penso se ele está bem.
as coisas acontecem...mas prefiro imaginar.
deitar minha cabeça no travesseiro
e ter certeza de que a noite vou ter no que pensar.
gosto de intensidade.
de sair brincando de cavalinho por ai, caçando olhares.
gosto de paixonites, correspondidas ou não.
gosto de frio na barriga.
gosto de atitudes cúmplices.
as vezes só quero paz.
as vezes só quero ser interrompida por grandes ondas de beijos e abraços.
as vezes só quero admirar com segundas, terceiras e quartas intenções um alguém excêntrico e único.
ao som de bittersweet symphony, maps, jesus was a crossmaker...
ou apenas ao som do silêncio, reverenciando um momento.
em uma cena aonde apenas os olhos são coloridos.
aonde as cores do teto, das paredes, da janela se tornam indiferentes.
aonde o som do rádio emudece e as pessoas da tv desaparecem.
aonde tudo está estático e apenas dois corpos se movimentam e se tocam.
e todo o resto se torna secundário e banal.
o mundo é ali, mesmo que não estejam se olhando ou se tocando.
mesmo que existam outros borrões com vida própria roubando parte da atenção, as duas mentes se encontram sintonizadas em uma só estação.
e mesmo que no final da cena as paredes e o teto tomem suas devidas cores, na tv apareça um filme do jean claude van damme e no rádio o locutor comece a falar, nada precisa ser dito ou modificado.
o mundo paralelo construido com tanto requinte de perfeição continua o mesmo, intacto.
a luz clareou os olhos assustados.
a quarentena terminou. então todos se levantaram e espanaram as roupas empoeiradas.
alguns pegaram os guardanapos, outros os restos de cigarro, outros simplesmente abriram a porta apressadamente, como se tivessem que ver algo interessante demais do outro lado da porta.
mas não havia nada.
eles odiavam a solidez escrota das paredes.
eles odiavam o ralo que sugava as suas energias.
mas eles fingiam bem que gostavam disso.
iam em exposições sobre os astecas para que os viessem como grandes intelectuais, iam trabalhar, conversavam com pessoas.
mas nada ia lá, tão fundo.
e enquanto cada um continuava seu respectivo caminho, todos se deram conta que cada olhar assustado, de cada pessoa assustada fez realmente a diferença.
lembraram de como riram e choraram. de como brigaram, de como dividiram receitas de bolo e opiniões sobre a bolsa de valores.
mas em um segundo esses pensamentos foram esquecidos, colocados em um tonel de gasolina, junto com um simpatico fósforo riscado.{pequeno e destrutivo}
e a única moral do fim da minha curta história é que como os enlatados, certas histórias passam da validade. ¬¬
todos devem perceber que quando estamos felizes acabamos mais ativos.
tanta atividade distrai o cérebro e rouba todas as idéias possiveis. {principalmente por eu ser tao desligada}.
durante a noite sonhamos com os sonhos mais loucos, sonhos que fazem a gente querer escrever.
mas entre o abrir dos olhos e o primeiro gole do suco de laranja, aquele sonho cai no esquecimento.
odeio admitir que prefiro essa subita falta de inspiração, a ser insatisfeita com tudo como eu era antes.
o preço para ser uma "grande escritora" e bla bla bla era alto demais.
lógico que ainda escrevo minhas redações para o colégio, mas nada se compara a um texto livre, um teclado na minha frente, uma caneca de café e the perishers rolando solto aqui.
gostaria de ter conseguido levar adiante aquele texto sobre a evolução das espécies ter acontecido na arca de noé, aquela minha crônica sobre tudo depender do referencial, ou até sobre o que se pensa quando se sente dor de ouvido.
quem sabe...talvez mais pra frente eu coloque essas idéias em prática!
vocês conseguem ver ?
conseguem sentir o que está havendo ?
o mundo evolui, os humanos regridem.
os valores são quebrados, as pessoas se agridem.
se matam dia após dia, por coisas imbecis.
falar é fácil, escrever então, mais ainda.
mas eu não gostaria que ficasse apenas em um site de internet, aonde muitas pessoas entram e lêem displiscentemente.
eu queria que parassem pra refletir em tudo o que nos tornamos.
pessoas excessivamente ambiciosas, invejosas e prepotentes.
tudo foi invertido.
agora o normal é se vender.
nos vendemos para programas de tv, somos comprados por simples presentes caros.
tudo isso é tão superficial, pois a maioria das pessoas tem frustrações enormes e sabidamente as coisas com o simples valor material não suprem.
consolam alguns, mas não suprem.
ganhar 1.000.000 de reais pra beber e fumar dentro de uma casa luxuosa, enquanto muita gente passa fome, passa frio....
tem nexo uma coisa dessas?
o mundo pára por bobagens enquanto o governo acha bonito enganar o povo.
roubam mais do que vão gastar durante uma vida inteira.
a hipocrisia invade nossas casas, em pronunciamentos oficiais intragáveis.
é mutreta pra lá, dinheiro na cueca pra cá.
gravações comprometedoras.
entre cafés, coca-colas e CPI's, tentamos encontrar uma resposta.
mas a base da resposta é uma lei simples, que ouvimos desde que somos crianças:
"quanto mais temos, mais queremos."
e não é uma lei exclusiva dos politicos, pessoas corriqueiras como empresários, professores, advogados, as vezes se descobrem em uma posição favorecida e lucram. e então se desacostumam a batalhar.
mas se desacostumam também com uma vida módica.
isso vira uma bola de neve, um ciclo vicioso.
enquanto a impunidade impera ninguém segura ninguém.
e então, deixa de ser um problema da justiça e passa a ser um problema de caráter, bem abrangente por sinal.
o poder não precisaria ser a chave principal, se os individuos tivessem o minimo de bom senso e pensassem trocentas vezes antes de sacar uma arma para assaltar alguém, ou desviar dinheiro público.
quantas outras familias terão que rachar até as pessoas pararem de se acomodar?
estamos em um campo de guerra e a maioria das pessoas não está nem ai.
acham mais cômodo culpar os furos dos outros, antes de olharem para as próprias ações.
sabem julgar, mas no dia-a-dia fortalecem o ódio e a violência, plantam a raiva e isso ninguém mais pode mudar.
o povo está pobre por dentro.
e 1.000.000 de reais nunca vão ser suficientes para enriquecer individuos assim.
a pobreza vai de dentro para fora e nunca de fora para dentro.
_por que temos sempre que sentir insegurança nos atos?
como se tratar do vicio do negativismo exacerbado que toma conta de tudo?
não existe clínica, não existe remédio.
não existe olhar nenhum que tire isso, a menos que você diga que não, que de jeito nenhum você quer isso para você.
mas a dor as vezes parece tão reconfortante. mais reconfortante que o realismo, na verdade.
a dor acimenta seus pés no chão. com ela não existe queda. não existe riscos.
você está naquela constante, em um sentimento linear.
seguro do que vai acontecer.
a única certeza da vida é optar pelo negativismo e incorporar isso a você.{será que essa é a afirmação correta, ou devemos passar para a afirmativa b?}
é incomodo, mas dói mais do que as variações que ocorrem.{afirmativa c talvez?}
o positivismo é como um pára-quedas multicolorido em chamas.
mas correr riscos é o sentido da vida.
estamos aqui, vivos, respirando, para que?
para termos nossos pés acimentados?
para ver uma chuva de pessoas caindo sobre você?
até parado você pode se machucar, o movimento é intenso.
o mundo parece um vulcão em erupção.
as pessoas são as lavas, que se espalham em um laranja vibrante e bonito.
para que jogar todos os sentimentos e as vontades para o pretérito [im]perfeito?
ou pior ainda, para o futuro do pretérito?
porque por pior que todos os pretéritos sejam, pelo menos um dia eles aconteceram.
perfeito, mais que perfeito, imperfeito.
todos faziam e fizeram. mesmo que o passado pareça uma coisa triste as vezes.
mas o futuro do presente é algo que nunca foi experimentado. sempre vai restar a dúvida.
se trata de algo que poderia ter acontecido, mas que nunca se realizou.
"eu realizaria meus sonhos, mas não realizei"
é esse o tipo de coisa que queremos guardar?
é para isso que enfrentamos tantas coisas?
qual é o grande problema em se jogar?
é só passar gelol e tomar doril que a dor passa na hora.
então tirem o cimento do pé, comprem sapatos novos e andem.
andem para onde quiserem, explodam como supernovas coloridas, mas não deixem o medo reinar sobre as atitudes e as vontades.
o medo traz a apatia.
e o estado de impassibilidade tira de nós qualquer via de sensibilidade restante.
das mais simples até as mais complexas.
eu começo a escrever, paro no meio.
dou backspace. delete.
textos podemos mudar.
mas e quanto a nós?
colocamos no papel o que sentimos e o que vem martelar sem interrupções nosso cérebro.
quando apagamos o que escrevemos, será que de certa forma não é pra cortar aquilo o que nos incomoda?
quando eu começo a bolar um texto vou em disparada, apago poucas coisas.
e o engraçado é que não são os erros gramaticais acidentais que eu apago e sim aquele detalhe que remete ao que me aflige.
eu nunca tive medo de encarar e nunca me arrependi.
mas acho que dói mais ver aquilo impresso na minha mão e ter que ler um texto repleto de detalhes que {aparentemente} são imperceptiveis do que viver aquilo.
porque na realidade vivida podemos nos enganar, podemos nos distrair.
sair para beber, conversar, rir...
quando você põe no papel, sem pensar, tomado por sentimento, você não consegue fugir de si mesmo.
é como um espelho que reflete exatamente aquilo que você queria que fosse, mas que não é.
reflete tudo aquilo que você demorou tempos e tempos para se convencer de que não era tão relevante assim.
quando alguém quebra nossas convicções ficamos um pouco sem chão.
e o que acontece quando nós mesmos quebramos nossas próprias convicções?
a sinceridade é dura, porém necessária.
e antes de qualquer um, temos que expressar coisas de verdade para nós mesmos.
sem mascaras, sem borrachas, sem backspace, sem delete.
"quando foi a última vez que você ouviu alguém anunciar 'estou loucamente apaixonado' sem pensar 'espere até a manhã de quarta-feira?'"
lógicamente esse trecho não é meu, bem como o titulo, que foi adaptado de um livro de candace bushnell.
o que importa é que é uma boa introdução para o meu texto.
conhecemos vários tipos de amor durante a vida. amamos nossos pais, irmãos, primos, tios, namorados, amigos...
com cada um deles experimentamos uma sensação diferente, mas se todos são importantes, por que o amor romântico foi o mais desvalorizado de todos?
o que aconteceu com as noites agradáveis em pequenos restaurantes de comida italiana?
vinho tinto, velas, um caneloni maravilhoso, música ambiente e depois quem sabe, uma esticadinha maravilhosa que acabaria em um delicioso café da manhã, cheio de frutas e tipos de pão?
isso pareceria ótimo para muitas pessoas, mas fica apenas na teoria.
hoje em dia colecionamos mais casos que queremos esquecer, do que casos que queremos lembrar.
e alguns possuem tantos casos que não teriam nem como lembrar.
o que antigamente era o auge de um relacionamento, hoje em dia se tornou algo que muitas vezes é vazio.
não estou falando apenas de sexo ou beijo na boca.
estou falando de abraços, carinhos espontâneos, troca de olhares.
há um tempo não muito distante isso costumava significar algo especial, mas atualmente a maioria das pessoas não quer chegar nem perto de transformar essa quase realidade em realidade.
mas para que fariam isso afinal?
com tantos artificios divertidos por ai, garotos e garotas bonitas, álcool, música alta, há de convir que manter-se em várias "fake relashionships" parece bem mais fácil do que manter algo substancial e ter que se afastar de garotos ou garotas atraentes que estão por ai.
não vemos mais muita gente namorando. é o namoro da atualidade. hoje em dia existe algo em torno de relacionamentos soltos que não conectam uma pessoa a outra que chega a assustar.
o que eu vou dizer vai parecer piegas, mas muito disso é produto do medo. o que é natural.
quando se conhece alguém legal, que combina com você e que te faz rir, mesmo se a piada não for engraçada, assusta.
o medo de perder o envolvimento todo, ou da pessoa não te ver da mesma forma que você a vê cria milhares de complexos escrotos e infundados {ou não tão infundados =~~} que te freiam.
"se você não quer que te roubem, crie suas próprias oportunidades."
grande conselho. fica tão bonito falado, ou escrito. mas é um grande nada quando se trata de prática.
o que me deixa bem desapontada.
mas o pior dessa onda de insensibilidade são esses casais que estão juntos por não verem outra alternativa.
tenho uma amiga (x), que há um bom tempo atrás namorou um cara (y).
passaram muito tempo juntos, não se desgrudavam, posts fofos em fotologs eram regra diária.
mas x um dia terminou. disse que o amor acabou.
y ficou desolado, mas continuou amigo dela normalmente.
estava hoje sentada com minha tia, conversando e bebendo uns drinks maravilhosos, quando ouvi meu celular tocando...era x!
estava "muito feliz" porque ela e y se "amavam muito" e queriam voltar.
mas eu me lembro muito bem dela feliz da vida por ter voltado a se "aproximar" de um caso tórrido que tinha vivido há uns dois, três anos anos.
e também me lembro da tristeza dela ao descobrir que não passaria de uma aproximação orkutiana, porque o garoto não queria repetir figurinha, se é que vocês me entendem.
enfim, fiquei feliz por ela, mas ao desligar virei para a minha tia e perguntei se o amor estava tão banalizado que era capaz de "voltar", só por uma conveniencia boba {eufemismo para solidão ?}.
será que a oportunidade de conhecer um sentimento de desejo fora de controle em grande estilo como em "o último tango em paris" estará para sempre perdida, como a oportunidade de assistirmos a um novo filme do {falecido} marlon brando no cinema ?
x, não fique chateada, caso você perceba que o post é mais ou menos sobre vocês dois.
expus o minimo possivel o casal =~
estava tomando um longo banho, pensando nas pessoas, em mim e olhei pro frasco de shampoo pela metade.
pensei em qual shampoo eu poderia comprar e só por curiosidade peguei o frasco do quase vazio seda ceramidas e passei os olhos pela composição.
e pensei de novo nas pessoas.
{eu sei, comparar pessoas a shampoos não é muito legal}
todos nós somos cheios de qualidades.
alguns são mais bonitos, outros mais inteligentes, alguns jogam melhor, outros cantam melhor, alguns escrevem bem, outros fazem conta como ninguém.
mas no fundo somos compostos dos mesmo orgãos, dos mesmos tecidos...
os shampoos possuem rótulos diferentes, são de diversas marcas, os preços variam de R$ 7,00 até R$ 50, 60.
alguns fazem propagandas homéricas sobre como seu cabelo vai ficar brilhante e sedoso,outros falam sobre acabar com as pontas duplas.
alguns simplesmente não fazem nada. ficam timidos nas prateleiras, sob o olhar curioso dos compradores.
e como as pessoas possuem milhares de semelhanças, os shampoos também.
e as primeiras coisas que você encontra na composição são lauril éter e perfume.
e no fim das contas, seu cabelo acaba igual e só fica bom com hidratação, quando fica =P.
alguns seres humanos se acham no direito de simplesmente enganar uma imagem.
fazem coisas bonitas, falam de positivismo, colocam um sorriso branco e cativante em seus rostos, para no fundo não passarem de pessoas alheias a tudo isso.
eles parecem consultar o "modo de usar" de cada uma das pessoas e arquitetar estratégias, quando na verdade fazem isso por puro egoismo.
esses descritos acima são como as propagandas enganosas do seda ceramidas.
dão a esperança de um cabelo bonito e de que o mundo pode estar aos seus pés, quando na verdade o resultado não chega nem perto do descrito.
mas também existem aqueles que ficam na deles {como os produtos que ficam no fundo da prateleira} que não falam e não fazem a menos que seja verdade.
e essas são as pessoas que deveriam ser aproveitadas, porque elas podem nunca colocar o mundo aos nossos pés, mas e daí?
o mundo não foi feito para cada um de nós separadamente e sim, para todos juntos.
para que querer demais?
o primordial é o palpável. é o que podemos ver e sentir .
o que não é nem aumentado, nem diminuido.
e que mesmo assim causa coisas tão simples e gostosas.
bem como o perfume de flores do shampoo.
obs.:
1- mr. big é o cara ! sem máscaras e sem fingimentos.
esse post não é exclusivamente sobre homens e sim, sobre pessoas.
calhou do mr.big se adequar.
2- o comercial da seda é o mais mentiroso, ever.
isso explica muita coisa. =P
and *visitor, if you think it is a critic, you're wrong.
in fact, it's an ×absofuckinglutely× praise.
i don't think you are the ceramida kind. =x
hoje eu pensei bastante.
mas não nas coisas que eu tenho pensado todos os dias.
não no negativismo das situações.
entre as lembranças de conversas animadas com amigas e um dia agradável de domingo, me dei conta, de repente, de que eu uso as palavras certas nos meios errados.
as vezes sinto que meus textos possuem uma carga negativa que não transparecem a beleza das coisas.
não quero passar a impressão {errada} de que sou uma garota patética e problemática, ou sei lá...
é a forma que eu consigo expressar as minhas idéias e as coisas que seriam ideais.
mas quem liga se as coisas não são assim?
não quero parecer ingrata ou insatisfeita.
seria uma mentira deslavada.
não preciso das coisas do meu jeito para gostar delas.
nem sempre meu jeito é o jeito certo.
e ai surge uma pergunta: por que ao invés de enxergarmos as histórias, com o otimismo {moderado} das pessoas de fora, assistimos a tudo como protagonistas de um filme depressivo?
a vida não é um desastre. temos altos e baixos.
como nas mais diversas situações da nossa rotina.
como quando subimos e descemos de elevador, como quando existe um ratinho no chão e estamos em cima de uma cadeira, ou como quando temos medo.
mas o ponto mais importante de tudo é que acidentes de percurso acontecem.
as vezes o elevador enguiça, as vezes o ratinho vira um ratão...as vezes temos medo de admitir para nós mesmos que somos sensiveis.
encarar a realidade é uma das maiores dificuldades do ser humano, mas eu não tenho medo de dizer que a realidade pode ser a mais bonita ou a mais triste, a mais rica ou a mais pobre, a mais sofrida ou a mais fácil...
{na verdade ela é costuma ser tudo isso ao mesmo tempo. :p}
mas ela é tudo o que temos e é tudo o que nos faz ser o que somos hoje e seremos amanhã, mesmo com todas as mudanças óbvias que ocorrerão.
se as coisas são tão inconstantes, não deveriamos reclamar tanto, pois se tudo fosse sempre igual e perfeito não teriamos pelo o que lutar e a sensação da luta e da compensação são incomparáveis.
é tão claro como podem estragar a felicidade de alguém.
bem como no cinema.
e é sempre quando está perfeito. quando você acha a sintonia perfeita, o olhar perfeito.
o beijo perfeito, o toque perfeito.
quando as coisas parecem belas, por mais simples que sejam.
não queria precisar sentar no banco verde da mediocridade e esperar eternamente por cartas ou sinais.
não queria ter que encontrar em mais uma nova história o que eu encontrei aqui.
não quero ouvir palavras tolas de pessoas que não sabem como é estar em nossos lugares.
que não sabem o que me vem a cabeça a cada segundo que me resta.
{você consegue sentir o que quero dizer?} eu queria ser a única a conhecer a particularidade toda que te envolve e que ao mesmo tempo me envolve.
queria descobrir sem muletas o que se esconde por trás desse rosto profundo.
mas não dá, não é? existe algo por trás que me repele e eu não estou errada.
mas eu não preciso disso, eu não tenho medo.
eu posso sentar e ouvir, enquanto tomamos um café bem forte em uma confeitaria qualquer.
poderia simplesmente ouvir por horas o que quer que fosse que não me zangaria.
ouvir traria a confirmação mas bastaria olhar para você para saber.
eu só sei que não quero estar no segundo plano da cena, observando tudo por trás da porta de vidro do belluci, como um mero enfeite quase invisivel.
{e eu quero que você veja. pelo menos por um segundo como as coisas são}
rasguei as folhas do caderno para alcançar a inspiração(ou para deixá-la me alcançar)
queria ouvir música o dia inteiro, queria sorrir o dia inteiro, queria amar o dia inteiro, queria menores doses da droga "paranóia".
e para quem acha que não faço nada por isso, vai um olhar atravessado, porque ao contrario do que parece faço muito por mim e pela minha sanidade mental =P.
controlo o incontrolável para diminuir o ninho de traças que furam tudo o que há dentro de mim.
gosto de salvar o máximo da minha posição positiva.
eu sou muito mais do que qualquer um pode enxergar, eu alcanço dia após dia cada medo e cada limite particular e procuro vencê-los.
não é melodrama, infantilidade, infelicidade ou incapacidade. é uma vontade enorme de estar e ao mesmo tempo fugir.
é um sede incrivel de realizar as mais pequenas coisas e de construir conjugados sentimentais, aconchegantes e organizados.
não preciso de tudo o que quero, mas algumas coisas são fundamentais.
já nao sei mais.
talvez eu tenha errado feio, talvez eu tenha pensado demais.
nao consigo entender ações, sem reações.
palavras sem som, sem vida.
cansei de ver todos roubarem certas frases preciosas, mesmo sabendo que não eram verdadeiras.
eram mentiras esperançosas que faziam de mim alguém mais feliz.
por elas passei noites desperdiçadas, olhando uma lua fosca e sem charme.
o calendário foi sendo riscado, dia após dia.
os borrões das lágrimas sobre meus desenhos ficarão impressos lá para sempre.
o fim é inevitável.
o começo também.
é um ciclo respeitável 'dor-anestesia-dor'.
e já nao sei o que sinto.
acho que nem medo sinto mais, tamanha é a vontade de me levantar.
e já não me importa mais como. eu sou capaz.
pois se retalhei minha alma inteira sozinha, posso construir um porto para viver uma felicidade solitária.
o medo não vem de mim, vem dos outros.
estou preparada para encarar o mundo com um otimismo realista, sem pensar no ressentimento do meu passado sujo.
não quero dominar, quero um equilibrio.
quero ser 50% responsável pelos meus sorrisos e pelo brilho nos meus olhos.
mas se precisar ser 100% perfeita para mim, eu serei.
por que? porque eu simplesmente mereço estar aonde sempre quis.
eu queria gravar tudo o que digo e penso.
talvez minha inspiração voltasse.
cansei de escrever sobre os mesmos sentimentos que se repetem.
sobre os personagens que mudam, mas que sempre agem da mesma forma irritante.
minha vida é isso.
altos. baixos. mais baixos ainda. {como qualquer outra vida normal, diga-se de passagem}
lotada de medos e ao mesmo tempo de coragem.
e ao mesmo tempo que quero lutar, me sinto cansada demais.
tento criar forças pra levantar a bunda da cadeira, da cama, do sofá e fazer essas idéias sairem da minha cabeça, mas costuma ser mais forte que eu.
não sei se é auto-preservação ou se eu só quero evitar a fadiga. =P
don't you see, don't you see that the charade is over?
and all the "best deceptions" and the "clever cover story" awards
go to you
so kiss me hard 'cause this will be the last time that i'll let you...
i don't care about the best deceptions, i don't want them anymore.
i want the best feelings i can get.
from the best creature that i'm about to love.
{ butterfly effect.}
se eu pudesse voltar no tempo, seria tudo tão diferente...
mas se eu tivesse que escolher, ainda assim teria feito as coisas que fiz.
mas se tivesse em minhas mão a felicidade e a tranquilidade de alguém, certamente continuaria meu caminho, sem nunca olhar pra trás, ou sem nenhum convite para um cafézinho.
escolhas são escolhas e eu assumo as minhas =~~~~
and all i have are memories from a perfect time.
[but memories fade away.]
all that glitters is not gold
i sat thru yr movie but i didn't see anything
i went to yr comedy club and didn't laugh at all
i went to yr movie and i didn't hear anything
i went to yr concert and there was nothing going on
{i went to yr concert and I didn't feel anything}
with you i used to live in the past tense.
i want something new, right here, right now.
and yesterday is about us.
but i don't have time for your empty promises today.
i'm sorry.
meus textos nao fluem mais.
a anestesia causou um efeito duradouro.
sinto momentos, mas nao fatos passados.
não sinto medo, não sinto dor, nem vontade de bater na mesma tecla.
quero pegar uma cerveja, deitar em uma rede preta e branca e admirar as estrelas.
sentir a brisa gelada invadir meu corpo.
sozinha, sempre.
como se fosse um destino.
um destino que já não me incomoda mais.
solidão nem sempre é castigo.
não me parece tão ruim dividir o mundo comigo mesma e só.
ver a vida sob aspectos que interessam unicamente a mim.
tratar das coisas de uma forma egoísta pq não há mais luta por ninguém...
e também, pessoas não são o único motivo pelo qual vivemos.
vivemos por ideais e sonhos que não se resumem a uma vida a dois.
foda-se.
vida a dois é legal.
dançar com alguém é melhor do que dançar com o sonho do que poderia ser.
e beijar um alguém, é melhor que beijar qualquer um.
mas ninguém está sozinho quando existe uma batida mais acelerada no coração
e uma mente sempre com um pensamento paralelo em certos olhos.
i know what it means to walk along the lonely street of dreams
and here i go again on my own, going down the only road i've ever known
like a drifter i was born to walk alone.
how long, before i get in?
before it starts
before i begin?
how long, before you decide?
or before i know what it feels like?
where to, where do I go?
if you never try, then you'll never know
how long do i have to climb
up on the side of this mountain of mine?
look up, i look up at night
planets are moving at the speed of light
climb up, up in the trees
every chance that you get is a chance you seize
how long am i gonna stand
with my head stuck under the sand?
i'll stop before i can start
or before i see things the right way up
all that noise and all that sound all those places i got found
And birds go flying at the speed of sound
to show you how it all began
birds came flying from the underground
if you could see it then you'd understand
[speed of sound.coldplay]
há três dias do dia dos namorados eu me pergunto:
por que tanto alarde ?
afinal, o amor não depende desses rótulos.
é legal a qualquer hora, em qualquer lugar.
e não me parece grande coisa estabelecer dias para agradar alguém.
estamos falando de sentimento e não de compra e venda. por favor.
de que adianta ter idéias tão bonitas se eu olho pro lado e não reconheço nada?
[we are more than most will ever find. so don't fuck it up ★]
entupo seus ouvidos com palavras engasgadas.
e rio das piadas secas como as folhas que caem no chão quando chega o outono.
e rezo para você me pegar nos braços e me dizer que está tudo bem.
mas você nunca diz. porque nunca está.
enquanto eu deixei de te dizer tantas coisas, que para mim pareciam tão banais, mas que hoje são tão fundamentais.
enquanto eu parava e ficava olhando seus olhos e você me perguntava o que eu queria te dizer.
e eu lembro que eu nunca respondia, mas eu sempre queria dizer...e sempre ficava calada.
queria dizer que aquilo era mais importante para mim do que você jamais poderia imaginar.
e que em cada beijo em bocas alheias, você até pode duvidar, mas você estava lá.
e também que nunca adiantou nada, nem tentar, nenhum segundo, nenhum milésimo, substituir, porque histórias são histórias e momentos são momentos e não importava o que acontecia comigo e com você, porque era lindo.
não quero dividir em paragrafos, nem colocar titulos, nem acentos.
quero despejar tudo dá forma que está. mesmo nessa minha confusão com os tempos verbais, quando falo de você.
cansei de pensar demais. cansei de calcular ações e reações.
cansei de me perguntar "e se...".
as coisas vão ser e pronto.
não importa mais.
e se você quiser ouvir isso tudo da minha boca, uma segunda vez, eu digo.
e repito quando for necessário.
e se você achar que é prejudicial demais, eu deixo pra lá e sigo a minha vida.
estou em um meio termo, aonde qualquer coisa vai ser válida.
estou no melhor momento pra recuperar e para esquecer sem precisar evitar uma presença que sempre me fez tão bem.
mesmo antes do olhar ser único e das músicas tratarem de algo tão particular.
mesmo quando conversavamos e por mais que cogitassemos qualquer hipotese, nada acontecia.
mesmo quando você era alguém banal, que eu nem sabia se queria.
mas agora eu sei.
e hoje eu quero.
e se a vontade amanhã passar, vou ter aprendido, pelo menos a ser alguém melhor.
e se por ventura a sua vontade voltar, ela será bem recebida e tudo será diferente.
eu falo tanto.
tanto que consigo estabelecer diálogos.
com tantos detalhes que acabo falando sozinha.
com as paredes.
com o espelho.
com mensagens nunca enviadas.
e te explico cada coisa como se tivesse dando uma aula.
e te conto todas as verdades e mentiras que eu quiser.
e você me diz o que eu quero ouvir.
e eu respondo o que eu sempre quis responder.
e assim sucessivamente.
mas ai acontece algo que me faz parar de falar e responder.
porque mesmo com as respostas das paredes, do espelho e das mensagens nunca enviadas
você não está lá.
mas sua presença lá é necessária.
e mesmo que eu nunca te fale absolutamente nada
talvez aqui, sua presença também seja. ( porra =~ ).
[ how to fight loneliness] eu viajo nos meus pensamentos.
aproveito já que não existe aquela burocracia toda de viagens de verdade.
deito na cama, olho pro teto e penso no curso das coisas.
imagino coisas que eu adoraria dizer, mas que eu nunca digo.
imagino uma coragem para fazer as coisas darem certo, que ao meu ver, ninguém tem.
imagino priorizar coisas que eu sei que merecem ser priorizadas, mas que minha alma de menina não permite.
eu fico deitada, balançando meus pés no ar, lembrando de como a vida é no minimo, inesperada.
lembro com frequencia de como conheci uma das minhas melhores amigas, a clarissa.
éramos as duas novas no colégio e eu a havia visto no primeiro dia de aula e achei que tinha cara de ser gente boa.
e era...eu estava certa...
a parei na escada e comentei que ela era da minha sala e começamos a conversar.
criamos um laço que eu nem acredito.
fizemos músicas, textos, assistimos titanic e até hoje a gente ri da dublagem que fizeram do coitado do leonardo dicaprio...
já brigamos por besteiras. já nos metemos em milhares de encrencas.
e sempre que penso nisso me dá uma saudade absurda dela, mesmo a vendo todos os dias no colégio.
enfim, o que mais me deixa abismada é o fato de nunca ter visto a cla em nenhum outro lugar.
e se vi, ter ignorado a existencia dela...e do nada ela se tornar tão importante na minha vida.
quando abaixo os pés e mudo a cabeça de posição, meus pensamentos são cortados inevitavelmente.
e então penso na parte que meu cérebro tenta bloquear, durante o dia, mas que no meio da madrugada é impossivel de evitar.
estou falando disso mesmo, das minhas questões sentimentais.
sobre como sempre foi tão dificil de lidar com todas essas coisas e sempre desejando um simples sentimento reciproco.
morrendo de vontade de ser a gwyneth paltrow, todas as vezes que escuto moses, do coldplay, quando no inicio o chris martin diz:
"this is a song about falling in love with the most beautiful woman in the world"
eu começo a rir sozinha da minha própria estupidez e dos meus impetos infantis.
penso que a mulher esperou um bom tempo até encontrar um chris martin na vida dela e enquanto esperava, teve que se decepcionar com o brad pitt, entre outros.
não que eu queira que seja maravilhoso agora, tenho uma vida inteira pela frente para que seja lindo e tudo mais.
mas as vezes eu sinto falta dessas coisas. não é algo indispensável na minha vida. mas as vezes me dá um aperto na droga do coração, que demora pra passar.
ontem mesmo eu tive um desses troços.
eu vi um garoto e uma garota, amigos de uma amiga minha. a troca deles dois era tão nítida quanto uma bolada na testa.
fiquei parada, olhando pra eles, com aquela cara de desacreditada que só eu tenho.
balancei a cabeça, olhei pra minha sandália e olhei para as minhas amigas, que também estavam olhando pros dois com um olhar desacreditado.
quando o grupo se dividiu, virei pra uma das meninas e disse que era meiguissimo e que eu não acreditava muito naquelas coisas.
fiquei pensando sobre isso enquanto atravessava a rua, para irmos a um tal pub aqui de copacabana.
mas cinco minutos depois eu já tinha esquecido a história e estava contando alguma coisa sobre as pragas que a clarissa roga.
a verdade é que eu não penso nessas coisas quase nunca. mas quando penso, fico questionando o inquestionavel.
o inquestionavel não merece nem ser citado, então, quando chego nesse ponto do pensamento, simplesmente começo a pensar em outra coisa.
o relógio faz um "beep".
isso me faz cair na real e sair dos meus pensamentos, por completo.
coloco minhas pernas em uma posição confortável e abraço meu travesseiro.
desligo a minha luminária de larvas, daquelas vermelhas, bem sessentista mesmo.
fecho os olhos e faço uma revisão do meu dia. do que eu aprendi, do que eu falei, de quem eu vi.
me perco em realidade e ficção e caio no sono.
quando acordo, tomo um banho suficientemente frio para me acordar e arranjo algo para fazer.
vou pro colégio, pra academia e volto.
tomo um banho, como alguma coisinha, teclo com algumas pessoas...
mas quando me abate uma vontade de deitar e pensar, eu deito e penso e nada além daquele "beep" do relógio, me tira da imensidão dos meus desejos.
enquanto eu não disser não pra mim mesma isso não vai ter um fim.
quantos nãos em uma frase só. haha
esse é o mantra "anti ilusões"
mas ele tem que vir de dentro.
um não profundo e gritado.
esse "não", não pode ser algo imposto pelos outros.
ou algo para simplesmente frustrar, ou chocar alguém.
tem que ser uma atitude nossa. tomada por vontade própria.
porque tentar tirar beleza de onde não há e tentar viver um futuro que não passa de passado é tão desnecessário.
tanto desperdicio de tempo.
parece duro. parece triste.
mas não é.
faz parte.
e só é duro quando a verdade é cegada por neblinas de porpurina
que embelezam o túmulo do que um dia já foi lindo, mas que hoje é puramente sombra.
[feito pra mim. bom pra você. deixa mudar e confundir!]
as cortinas vermelhas se abriram.
a menina de saia rodada contava sua história.
e a cada detalhe, as pessoas se mergulhavam no mundo fechado dela.
se maravilhavam com a beleza dos fatos narrados.
depois do espetáculo. iam no camarim.
a presenteavam com rosas, aplausos, beijos abraços.
e ela, sempre arredia, soltava um belo sorriso.
confiava no público fiel que ela tinha.
eles gostavam dela, gostavam do que ela fazia, eram gentis e a respeitavam e nunca pediram para ela mudar.
depois de um tempo, as fileiras foram se esvaziando.
as palmas se tornavam, dia após dia, menos sonoras.
eram palmas isoladas, misturadas com as caras de tédio dos outros poucos que ainda lá estavam.
e ninguém mais ia visitá-la.
ela ficava lá, com suas plumas que cheiravam a channel nº5, esperando que alguém chegasse.
e ninguém chegava.
aonde estava aquela paixão toda que os outros transmitiam?
a admiração, a ajuda...o que ela tinha afinal?
ela serviu apenas para a diversão momentanea?
só para depois ser tratada como lixo não-reciclável?
ela já não tinha mais nada.
tinha sua bela história. mas os componentes dela se foram.
os figurantes se demitiram.
a maquiadora, não disse nada. simplesmente sumiu.
os técnicos da luz se encheram do anonimato.
e o mais importante...a platéia
logo eles haviam se cansado dela.
e o frio do camarim invadia seu corpo e a deixava arrepiada.
e não tinha ninguém para ser refletido em seus olhos castanhos.
nenhum toque de afeto. nenhuma palavra de carinho.
então...solitária. ela simplesmente deixou o camarim.
passou pelo palco e viu pessoas a aplaudindo de pé.
por um segundo, sentiu um fio de esperança no que via.
mas em um piscar de olhos, todos sumiram.
e as palmas se foram.
["na nossa situação, pelo menos as músicas tinham que ser perfeitas."]
porque eu nunca duvidei da sabedoria da anna.
e porque eu sempre soube que alguma coisa tinha que se encaixar.
e se não se encaixa a matemática, se não se encaixam alguns amigos, se não se encaixam alguns homens...pelo menos a música não me decepcionou ;)
e então...nada fica tão vazio.
as coisas são melhores do que parecem ser.
por pior que seja a situação, os acordes cantam tudo aquilo.
e a dor se vai parcialmente quando fechamos os olhos e apertamos os lábios.
até que a gente dorme e por um momento consegue apagar aquelas confusões que tanto atormentam.
enquanto tudo permanece igual. e meio preto e branco, coloco mr. brightside para tocar, converso com minhas amigas e vejo tudo passar, como se as coisas não pudessem me abalar.
porque tudo simplesmente se vai.
é tudo bem como a anna disse em seu último comentário aqui:
"seria tão melhor se cássia eller estivesse errada e a gente acreditasse e soubesse, sim, q o "pra sempre" nunca acaba...seria mais cômodo."
[and if we both agree that we shouldn`t be together why does it hurt so much?]
não existe nada capaz de mudar a graça de um olhar.
ou o gosto de um beijo. ou um sorriso.
nada vai apagar tudo o que eu sempre quis dizer e não fui capaz.
e nem nada do que eu quis fazer e não pude, não por falta de vontade, mas por excesso de orgulho e vaidade.
e agora que eu vejo que tudo passou, percebo que não pareceu que foi por tanto tempo assim.
vejo que foi em um piscar de olhos e que eu simplesmente deixei escapar das minhas mãos, mais uma vez, outra oportunidade.
e nada vai ser como antes.
e nada vai ser como hoje.
e eu sei, mesmo não querendo ver, que não poderei tentar de novo.
e mesmo que pudesse. será que faria da maneira certa?
será que eu me acomodaria de novo em angustias e casos a parte?
cogitar hipóteses não vai me levar a lugar algum.
afinal, todos sabem que nada mudaria, porque nada seria igual.
por mais que eu tente e sinta...
não consigo mais.
eu não sou assim.
um poço de ignorância e arrogância.
eu sangro. me machuco. caio e me levanto.
e se hoje tenho motivos pra sorrir, tenho motivos pra chorar.
e se hoje eu finjo cegar a ausencia, é para fingir que a partida não dói.
e se inspiro o ar com tanta força é para nunca esquecer o cheiro da felicidade.
se abraço a esperança tão forte, é para nunca esquecer dos afagos e da proteção.
e se não quero esquecer, é porque eu sei que não vou mais ser lembrada de nada disso.
a felicidade soube me trazer coisas que eu nunca tive.
e mesmo achando que ela está me arrancando, aos poucos e no momento errado, eu agradeço por tudo.
fico pensando, pensando, pensando...
os anos estão passando.
e quando vejo, eles simplesmente se foram.
e agora está tudo tão sem graça.
com cor de foto velha.
não tive nada afinal.
desistir? talvez, quem sabe?
me acomodar? jamais!
se para levantar e continuar é preciso se desfazer das minhas preciosidades, lá vou eu deixá-las.
tudo tem seu tempo. e o tempo do sonho passou.
não quero viver como se estivesse com os olhos vendados.
conheço de cór e salteado as regras do jogo.
estive de olhos bem abertos, sempre, para poder perceber as coisas.
não preciso enganar a mim mesma. nem a ninguém.
a verdade não é doce, mas eu a conheci desde sempre.
e no fundo, todos sabiam que eu acabaria chegando aqui.
estou olhando pro precipicio, mas estou morrendo de medo de pular.
vivo em um impasse diário.
se eu pular, posso até ter algo para amortecer minha queda e amenizar a dor e as feridas.
se eu não pular, vou ter a dor e a angustia de nunca ter conhecido o que me esperava lá embaixo.
e o que são?
puras expectativas.
aqui em cima ou lá embaixo.
merdinha de vida baseada nos desejos, não nos fatos.
mas a verdade é só uma:
nada mais é novo.
nenhuma palavra, nenhuma ação, nenhum passo que é dado.
todas as ações e reações.
e a cada dia que passa, tenho a sensação de que vai ser a última vez que tudo vai acontecer.
pq mesmo que repetitivo é belo.
e mesmo repetitivo a cada dia me causa uma sensação.
as vezes me desaponta, mas as vezes me ilumina e me faz rir baixinho.
o nunca mais assusta, mas ele existe.
nem sempre é o que a gente quer (e droga, eu juro que não quero), mas é o que acontece.
e se for para ser nunca mais...que seja nunca mais agora.
no shopping
no choice
i can't stay here
and listen to your voice
i'll be gone before yr home
but if you want
to know where i went to
baby, you can read it in my note
it says: i went to be alone.
me perdi na vontade de ser feliz.
parei de tentar entender as coisas e de tentar mudá-las.
elas são assim porque tem que ser.
talvez a graça passasse se tudo mudasse.
é tudo tão complicado de entender.
a gente sente coisas que ninguém sabe como explicar.
mas todo mundo sabe o que se sente e como deveria agir.
todo mundo sabe como, mas ninguém nunca o faz.
a prática vence a teoria, assim como o amor vence a razão.
mesmo tendo a certeza de que a teoria é indispensável.
e de que a razão é um dos bens mais preciosos.
são tantas contradições...
eu mesma não me entendo.
penso no que realizei, no que senti.
penso no que deixei pra trás sem nunca ter desejado dizer adeus.
penso no que mantive, enquanto desejava apenas esquecer e sumir.
penso em palavras que deveriam ter sido ditas, mas que ninguém ouviu, pois a coragem faltou.
vejo tudo passando, rodando...
ouço vozes me gritando.
a vontade fica, mas eu fico inativa.
inerte, vendo a minha vida passando como um filme cheio de cenas arriscadas, aonde tudo o que eu quero é pular através da tela e mudar os acontecimentos.
a diferença é que não estou falando de um filme qualquer.
ele é dirigido e estrelado por ninguém mais, ninguém menos que nelly kruczan.
é assistido por um grande número de pessoas, porém são poucos os que realmente se interessam pelo conteúdo.
mas ele pode ser modificado a qualquer hora, em qualquer lugar, basta apenas saber se o que se quer é o melhor.
e sinceramente, esse é o mais dificil.
a gente guarda muitas coisas ao longo da nossa vida.
aquelas primeiras palavras que aprendemos a escrever, programas que assistiamos, músicas, filmes...enfim, coisas que por menores que possam parecer fazem um sentido enorme em nossas vidas.
e se teve algo que me marcou, e muito, foi um trecho do filme adaptação...
- uma vez na escola te olhei pela janela da biblioteca falando com sarah marsh.
- é, eu era apaixonado por ela.
- eu sei. você a azarava e ela estava sendo receptiva.
- eu lembro.
- e quando você foi embora ela começou a falar mal de você para kim cannetti. parecia que estavam rindo de mim. você não fazia nem ideia, parecia tão feliz!
- eu sabia. eu as ouvi.
- e por que estava tão feliz??
- eu amava sarah. era meu, aquele amor. ele me pertencia. nem sarah tinha o direito de tira-lo de mim. posso amar quem eu quiser.
- mas ela te achava patetico!
- isso era problema dela, não meu. você é aquilo que você ama, e não quem ama você...foi o que eu descobri há muito tempo.
de que somos feitos afinal?
de opiniões próprias, ou alheias?
por que eu tenho que depender afinal de outra pessoa para sentir algo que é só meu e que, por mais que possam sentir algo parecido, nunca irão sentir isso como eu?
somos egoistas. queremos tudo ao mesmo tempo.
muita gente daria o sangue para sentir uma ponta de carinho por outra pessoa...e quem sente, só da valor quando é correspondido.
as vezes eu convenço a mim mesma de que um puro sentimento sincero, vindo de mim basta para me fazer feliz. mas é uma grande mentira.
porque por mais bela que seja a teoria, na pratica a coisa toma um rumo completamente diferente.
e a verdade é egoista.
o tempo passa, as pessoas mudam, a gente vê as coisas passando e passando, muitas vezes por essa capacidade de nunca se bastar.
esperamos demais dos outros, enquanto poderiamos esperar mais de nós mesmos.
é covardia culpar todo mundo pelas nossas derrotas. elas são nossas, tanto quanto nossos sentimentos e idéias.
you can't deny how i feel, and you can't decide for me.
[i can't put how i feel in a package and sell it back to everyone]
conversas e verdades jogadas na cara.
é disso que a gente precisa para não se decepcionar o tempo inteiro com todo mundo.
mas foi meio tarde.
não a decepção em si, claro, a decepção sempre vem depois da verdade...eu falo do resto.
o resto foi deixado de lado e a decepção ficou.
a decepção nascida da suposição. esse é o pior.
não podemos generalizar sentimentos e pensamentos.
e muito menos fingir que não raciocinamos e percebemos as coisas.
as vezes, eu preferia viver em uma ilha, longe de todo mundo e de tudo.
eu não seria mais feliz, mas também apanharia menos.
viveria da minha própria boa vontade, sem depender dos outros.
não que eu seja dependente, nem nada. não sou. mas vivemos em uma sociedade e é claro que as pessoas tem um peso enorme nas nossas vidas e decisões.
mas eu não quero nem saber, é preferivel abstrair.
*vocês todos deveriam.
é preferivel raciocinar com a verdade do que se cegar com as mentiras.
as esperanças não podem morrer, mas deveriam surgir do real, não das mais diversas fantasias.
and i wouldn't be so fucking mad so fucking
pissed off if it wasn't so fucking wrong
it's all fucking wrong
it's not fair
it's not fair
it's not fair
but no one said life was easy
yeah, but no one said-on one said
nothings supposed to happen, right?
no, no one told me anything
to prepare me for fucking this
as aulas voltaram e eu não vou me dizer realmente animada com tudo isso. seria mentira.
muita coisa mudou, muita gente saiu, muita gente importante entrou.
as coisas sempre estão mudando. o mundo todo pode mudar em um piscar de olhos.
eu posso mudar. e eu mudei.
sentir a impossibilidade de me relacionar normalmente e abertamente com as pessoas me assustou bastante.
apesar de saber que tenho n motivos mega plausiveis para isso.
não é legal se embarreirar 100%, porque tudo fica previsivel e chato, por isso estou partindo minha fortaleza ao meio.
ninguém merece pagar pelos erros que outras pessoas cometeram.
quero de verdade poder abrir meus horizontes e perseguir meus sonhos.
existe um lugar para todo mundo e eu só vou achar o meu quando me permitir.
(então se você é meu amigo prepare-se para revelações bombásticas. se não for. fique na curiosidade e aguarde os fatos)
haha. acho que quem me fez ver tudo isso(involuntariamente.) foi a clarissa, porque ela é a pessoa mais transparente que eu já conheci e isso despertou em mim uma vontade inenarrável de dar uma volta sobre meu orgulho excessivo.
tantas conclusões tiradas dentro de uma sala de aula, graças a uma amiga de colégio.
pois é. voltar as aulas não foi tão ruim assim. ou foi?
neeeem !
[outside my brain]
é.
fora as minhas milhares de reflexões, as aulas tem sido interessantes, sim.
"interessantes" = engraçadas.
e como não poderia deixar de ser, muitas pérolas. em sua maioria, a protagonista é ninguém mais, ninguém menos do que a professora de português(que eu juro que gosto, gente).
o problema é que eu sofro de um grande maleficio...a vergonha alheia.
e a professora, com sua capacidade quase incrivel de ser a pessoa mais prolixa que já conheci (leia-se enchedora de lingüiça) e também de fazer interpretações quase shakespearianas sobre qualquer assunto, tem me feito pensar seriamente em comprar um saquinho básico de pão, só pra me esconder no meio dos meus surtos de vergonha.
cadê os finais felizes?
estão perto, ou longe demais?
eu cresci ouvindo a história da cinderela, da branca de neve e encarar o fato de tudo ser diferente é um pouco chocante.
me pergunto por que as pessoas não podem simplesmente amar e se deixar amar?
seria mais bonito, mais fácil...mas elas deixam tudo pra trás.
estamos acostumados a velhas desculpas, sobre como beijar e transar não significam exatamente uma traição, porque trair em pensamento é pior. sobre como ninguém é de ninguém. sobre como a carne é fraca.
é tão incrivel como esquecemos o compromisso que temos com nós mesmos.
os sentimentos pertencem apenas a cada um de nós. independem do grau de intimidade entre os dois envolvidos.
tudo depende das prioridades.
simples vontades que podem ser evitadas, ou não. cada um faz a sua escolha.
o que é mais importante no momento?
a satisfação momentanea, ou ver todo dia a rugazinha que a pessoa que você gosta faz quando ri?
é a escolha individual de cada ser humano.
mas quando se erra o caminho, voltar atrás pode ser a pior alternativa, mesmo parecendo a forma mais fácil de consertar as coisas.
somos tão egoístas que só pensamos em nossos próprios sentimentos.
e o que a outra pessoa sente? não interessa?
a gente constrói algo e depois simplesmente derruba, porque somos miseráveis infelizes.
o que interessa é que para eu ser feliz as coisas precisam ser da minha maneira porque é mais confortável assim.
eu vivo o amor da minha forma e que ninguém interfira.
"sou egoísta...quero ser mais feliz.", então eu vou em frente, sem me perguntar se querer mais é realmente necessário.
no fim das contas a gente vê que o amor é um pequeno detalhe, quase irrelevante.
colocamos desejos, loucuras, imaturidade e todo o resto acima dele.
e quando sentimos falta dele e olhamos pra trás, acabamos percebendo que jogamos tantas coisas fora por meros impulsos e que voltamos ao mesmo lugar de antes. e nos pegamos pensando: "talvez a rugazinha que ele(a) faz quando sorri seja mais importante do que qualquer flerte ou transa com alguém aleatório.".
mas ai...pode ser tarde demais.
[sobre o filme]
o filme questiona, pelo menos na minha opinião, a forma de amor que oferecemos aos outros.
sobre como as coisas realmente são e que no final, tudo acaba caindo no mesmo lugar.
final feliz?
quem na vida real tem um final feliz?
a arte imita a vida e a minha não é perfeita até que me provem o contrário.
um diálogo em especial me chamou a atenção:
-transei com um prostituta em ny.
-e por que vc me disse?
-eu não poderia mentir para você, porque te amo!
e a partir daí a gente começa a questionar os nossos valores e até onde as coisas são realmente relevantes.
amamos hoje em dia de uma forma tão bela...[tom irônico, galera =P]
no inicio você pensa: homem não presta.
no final você pensa: ninguém presta.
e depois que você chega em casa e toma um café pensa: merda, nossos valores não prestam.
e percebemos que nós mesmos, só prestamos em uma situação conveniente.
e é mais ou menos por ai mesmo.
[and so it is...just like you said it should be.we'll both forget the breeze most of the time.]
estava eu outro dia, num sofá conversando com meus amigos sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida.
estamos o tempo todo escolhendo pessoas para podermos dividir as coisas.
colegas, amigos, namorados...enfim....muita gente que se torna essencial.
em um ponto da conversa, todos nos perguntamos:
-por que escolhemos essas determinadas pessoas? tanta gente no mundo e justo aquelas foram as que escolhemos para fazer parte da nossa vida.
destino? coincidência? ou suficiência?
cada um tem um critério, o meu é simples, claro e direto.
essas pessoas são suficientes.
elas não são melhores que ninguém. e nem precisam.
elas tem algo que me completa. e correspondem as minhas expectativas.
eu gosto muito delas. de como se comportam, de como falam, das músicas que gostam, de como se vestem, do que fazem pra passar o tempo, dos filmes que assistem.
eu fiz a minha escolha, antes mesmo de ser escolhida.
foi quando a *tati comentou sobre sua paixão e me perguntou "por que ela e não eu?".
não soube, de verdade respondê-la.
ele namora uma menina bonitinha, mas não extraordinariamente bela.
ela é esperta, mas não incrivelmente inteligente.
ela é jovem, mas tão jovem quanto eu ou a minha amiga.
então...por que ela?
talvez a questão não seja a superioridade da namorada do garoto e sim o grau de suficiência dela.
tudo depende....e muito, do ponto de vista.
por exemplo:
se ele acha que a menina ser extremamente boa de cama é o mais importante, se ela ela for, ela vai ser boa o suficiente pra ele,
logo ele não vai precisar trocá-la.
se ele é um cara cheio de crises e problemas e ela é capaz de entender seus atos, ela vai caber em seus pré requisitos para namoradas.
para que ele escolheria outra?
nada disso torna esse alguém superior.
e não adianta nada mudar a cor do cabelo, pegar sol, fazer uma tatuagem e alisar o cabelo.
o máximo que se pode fazer é falar com a pessoa e convencê-la que talvez vc tenha alguns atributos mais favoráveis e isso não garante muita coisa, pois cada um sabe de si.
como já dizia meu pai "o ótimo é inimigo do bom, que é amigo do suficiente".
ter em você qualidades capazes de atrair alguém é melhor do que ser a mulher mais gata, ou o cara mais sarado.
ninguém vai ter a ousadia de procurar a perfeição.
mas todos querem encontrar alguém que se adeque no perfil desejado.
e acredite...por maior que seja o seu complexo, por pior que sejam suas manias, por mais feio que seja seu queixo e por menor que seja sua paciência...sempre haverá alguém capaz de te adorar, pq cada um tem suas necessidades e apesar de todos os defeitos, suas qualidades serão o suficiente para fazer alguém feliz (e vice-versa) .
aham.
sem muito o que dizer, acho que hoje já conversei bastante sobre o que se passa dentro de mim.
coisas que só amigos marcados e feridos podem entender.
tentei não falar sobre minhas dúvidas e minhas angustias. mas parece que como um imã, conversas de bar levam sempre ao mesmo lugar.
depois de tanto analizar cheguei a conclusão de que ser durona [leia-se: me fazer de] não tá com nada.
nessa de bancar a forte eu perco oportunidades de falar pras pessoas como eu realmente me sinto em relação as suas atitudes...e esse é o tipo de coisa que me faria extremamente bem.
no caminho de volta, pensei em deixar tudo pra trás e começar de um outro jeito.
eu queria acima de tudo, me reconstruir.
pensei em deixar de lado todas as cicatrizes e todos os medos e complexos.
pensei em olhar pra frente e em ser dona[absoluta] de mim mesma.
pensei em falar sem medo de errar, em sentir sem limites.
queria deixar claro que eu posso me posicionar e que eu posso pedir, sem exigir, pq como todo ser humano, eu quero algo em troca.
mas ficou assim. só no ar.
pois eu nunca sei se o que eu vou falar vai entrar por um ouvido e sair pelo outro.
e é isso o que me faz perder a vontade de admitir.
pq pra maioria das pessoas hoje em dia, o que as outras pessoas sentem, tanto faz.
e ser negligenciado dói.
mas dor maior é ter o que dizer e se privar.
e isso eu não vou mais fazer.
e foi isso o que eu ouvi durante os últimos meses de 2004.
pessoas sorrindo, felizes, completas viviam repetindo isso.
eu ria e dizia que sabia, mas não sabia de nada.
até hoje não sei.
nem sei por onde começar.
as coisas tem mudado drásticamente.
minhas convicções que antes eu chamava de "realistas", foram diretamente afetadas.
é horrivel admitir que eu estava errada.
mas é bom perceber que no mundo, alguns são filhos da puta. não todos.
não as pessoas que me cercam.
hoje eu posso ver que tudo só deu certo, pq antes deu errado.
eu me torturava com perguntas. nunca entendia pq tudo era sempre negado a mim.
agora eu sei que eram negadas pq não eram as coisas certas.
eu moldava a imagem que eu queria, mas elas não eram bem como eu via.
no final. depois de tanta história, de tantas expectativas....tudo deu certo.
e vai dar sempre. porque nada é por acaso.
deixe-me colocar as idéias no lugar.
eu sou uma menina de aspectos medianos.
as pessoas se apegam facilmente, mas dificilmente se lembram de mim em uma situação importante.
enquanto eu me faço de indiferente e dou de ombros, é menos doloroso agir dessa forma.
fechar os olhos pra verdade é um modo menos complicado de encarar a vida.
a verdade machuca.
meio melancólico para primeiro post do ano, né?
pois é, mas o ano só vai ser novo mesmo quando eu mudar por dentro.
números não me interessam, as folhinhas do calendário são descartáveis, o tempo pode ser o nosso melhor amigo, ou nosso pior inimigo.
o tempo muda as coisas que são belas, desgasta momentos que deveriam ser mantidos, tira a importancia de coisas que antes eram vitais.
a gente vai vendo as pessoas entrando e saindo de nossas vidas, como se fossem carros em garagens rotativas.
mas as pessoas são mil vezes mais importantes do que carros e nossas vidas e sentimentos bem mais significativos que garagens de paredes sujas.
eu só vou considerar mudanças quando aprender a entender tudo isso, verdadeiramente. não apenas com uma impressão falsa e superficial.
está tudo tão certo, que as vezes parece estar errado.
ainda não estou acostumada com as coisas boas que andam acontecendo.
é dificil ceder e se agarrar nas coisas quando um dia as coisas foram arrancadas de vc.
mas isso não interessa, é preciso aprender a conviver com isso. até pq um dia as coisas voltarão a ser tiradas de mim.
enquanto isso não acontece, eu saio de debaixo do meu cobertor de lã, deixo os chocolates de lado, seco minhas lágrimas, visto uma roupa legal e saio.
saio pra tentar esquecer o medo das coisas darem errado. olho nos olhos que me passam segurança.
acompanho apenas os sorrisos e as palavras simpáticas dirigidas a mim.
tento não olhar pra trás, para não perder nada de significativo.
mas enfim, não interessa. o que interessa é que a vida não congela por ninguém. o que é péssimo, mas pode também ser bom.
faz a gente se ligar para não perder nem tempo, nem ritmo. mas quando a gente perde pode ser pra sempre.
o incrivel de tudo é perceber que nem sempre a visão pessimista é a certa. a gente só acredita que as coisas boas acontecem, quando elas acontecem com a gente.
e sim, elas acontecem. =)
amor. não existe palavra mais usada que essa.
mas o que é isso afinal?
um sentimento que prende e sufoca, ou que te deixa livre o suficiente para olhar a vida de uma forma mais bela?
era pra ser a segunda opção, mas a cada dia que passa vejo que o sentido real se deturpou.
ninguém pertence a ninguém. estamos livres para viver e conhecer.
amor não tem nada a ver com possessão.
o que é mais importante então?
prender um corpo e deixar o sentimento morrer, ou mantê-lo vivo com liberdade?
perdemos a noção do certo e do errado.
agora, preferimos ouvir mentiras para fechar os olhos para o óbvio.
preferimos mentir para manter vivo em alguém, algo que não nos interessa mais.
mas a graça de tudo está nas atitudes vergonhosas citadas acima.
a adrenalina sobe e o coração acelera. não é a toa.
é o medo de errar, a ansiedade pra acertar, é querer manter algo que te faz bem.
o grande erro é achar que tudo é eterno.
não é tão errado assim querer.
errado é não saber quando parar de querer.
se soubessemos como viver do presente, ignorando o passado e esperando calmamente o futuro, tudo de fato daria certo.
eu estou abismada...é tão estranho ver como as coisas mudam.
dia 26 de novembro do ano passado eu tinha um namoro esquisito, andava com amigos que me deixavam parada no tempo, infeliz pra caramba, cansada da vidinha que eu levava.
eu costumava não querer acordar, desejava com todas as minhas forças desaparecer para não precisar olhar para algumas daquelas pessoas.
nunca desapareci, eu continuava tentando descobrir como era viver fazendo as coisas que eu queria de fato fazer, beijando as bocas que eu queria de fato beijar, indo para lugares que eu queria de fato ir, sem ter que prestar contas a pessoas que mais cedo ou mais tarde eu não falaria mais.
26 de novembro de 2004...o que mudou?
quase tudo.
ainda ando com algumas pessoas que andava antes, mas essas são pessoas que me faziam ter força de vontade, no meio de toda aquela monotonia sufocante e que com o tempo me fizeram sentir uma admiração sem fim por elas.
também conheci muitas pessoas ótimas, que me fazem querer sair de casa, que me fazem querer falar besteira...enfim, que tem participação direta nas minhas alegrias.
já não namoro mais, nem preciso.
não dependo de um cara para ser 100% feliz, hoje eu vejo como sou sortuda e como eu fui sempre, por ter tido a chance de modificar certas coisas.
hoje eu torço para que as coisas mudem pouco, gosto das coisas como estão.
adoro estar com as pessoas que estou hoje, com os sentimentos que sinto hoje.
não foi um ano ruim, perdi poucas coisas e ganhei muitas.
ganhei de presente pessoas ótimas, que caíram de para-quedas, perdi o bernard, aliás, não tive nem chance de ter.
e para que lamentar se ele já não significa nada?
me pergunto se o que sentia era mesmo amor, ou se era só tesão, atração...
nem senti quando ele se foi. doses homeopáticas dele não me mataram, só me fortaleceram.
não quero falar disso, não abro minha boca para falar besteira.
o que importa é que sou feliz.
e não é apenas uma fase.
um, dois, três, quatro dias...e que diferença faz ?
nada vai acontecer mesmo, nunca aconteceu.
eu perdi todas as esperanças e apostei todas as fichas em tudo o que dizia respeito a ele e agora nem ver eu vou poder.
se é melhor assim?
é!
eu quero que ele suma hoje, agora... pra sempre.
seguro o choro se for pra não doer.
fecho o coração se não for para sorrir.
conhecer gente nova faz parte do processo.
sair, me divertir e olhar para os lados também faz.
quero fazer ser definitiva essa indiferença.
eu quero não notar quando ele estiver por perto.
eu só quero que ele vá, para nunca mais voltar.
[tenha dó, não mereces o afago nem de deus nem do diabo]
[quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti]
[a saudade vai bater mas o meu amor se vai]
[tempo voa e quando vê já foi]
[não me fale de nós dois]
[não preciso mais saber]
[indo embora]
[deixo-te um adeus ao vir dizer]
.tenha dó.los hermanos.
time is never time at all
you can never ever leave without leaving a piece of youth
and our lives are forever changed
we will never be the same
the more you change the less you feel believe, believe in me, believe
that life can change
that you're not stuck in vain
we're not the same
we're different tonight tonight, tonight
so bright
tonight, tonight
and you know you're never sure
but you're sure you could be right
if you held yourself up to the light and the embers never fade in your city by the lake
the place where you were born
believe in the resolute urgency of now
and if you believe there's not a tonight
we'll crucify the insincere tonight
we'll make things right
we'll feel it all tonight we'll find a way to offer up the night tonight
the indescribable moments of your life tonight
the impossible is possible tonight believe in me as i believe in you, tonight
o que me faz ser quem eu sou?
o que eu sou?
uma menina de baixa estatura, cheia de confusões e textos ensaiados?
também. todos são assim. mas ninguém se resume a isso.
ninguém pode ser resumido a nada.
somos todos muito especiais.
quanto mais nós vivemos, mais acostumados com a vida ficamos.
é isso o que nos diferencia de nossos pais.
nada é em vão. nenhuma gota de sofrimento é em vão.
por mais que doa, podemos sobreviver.
para que julgar?
para que sentir coisas tão ruins?
ninguém é obrigado a me fazer feliz.
ninguém é obrigado a te fazer feliz.
vc não é obrigado a fazer ninguém feliz.
a menos que vc queira.
não há nada no mundo que possa comprar alguém.
por melhor que sejam as intenções.
por maior que seja a vontade.
por mais que magoe.
não dá.
e a culpa não é dele.
é sua.
por tentar comprar.
por tentar insistir.
por falar mal até não poder mais.
só pq não superou expectativas.
ou só pq deixa a palavra "esperança" nas entrelinhas.
"Doce Goat,
Como a gente se apaixona? Dá uma topada? Tropeça, se desequilibra e cai na calçada, esfola o joelho, esfola o coração? Se espatifa nas pedras do chão? Será que tem um precipício e a gente vai ficar sempre pairando ali na beirada?
Sei que me apaixonei quando vejo você, quando conto os segundos que faltam para ver você. Nem um músculo se moveu. Não corre brisa nenhuma para agitar as folhas. O ar está parado. Apaixonei-me sem dar um passo. Quando aconteceu isso? Eu nem pisquei.
Estou em brasa. Será isso banal demais pra você?Não é, sabe. Você vai ver. É o que acontece. É o que importa. Estou em brasa.
Já não como, esqueço de comer.A comida me parece bobagem, irrelevante. Quando nela reparo.Mas não estou reparando em nada. Minha cabeça está transbordando e fervendo, uma casa cheia de irmãos, ligados pelo sangue, brigando com inimigos de sangue:
--Me apaixonei.
" O tipo da escolha idiota."
"E no entando estou sofrendo de amor como se o amor fosse uma dor."
"Vá em frente.Estrague sua vida. Está tudo errado e você sabe.Acorde. Encare os fatos."
"Só existe um rosto, é só o que vejo, de olhos abertos ou fechados"
Joguei o livro pela janela ontem à noite. Tentei esquecer. Você não serve pra mim, eu sei, mas já não ligo para o que penso a menos que esteja pensando em você.
Quando estou perto de você, em sua presença, sinto seu cabelo no meu rosto sem que nada me toque. Desvio a vista, de vez em quando. Depois torno a olhar para você.
Quando amarro os meus sapatos, quando despelo uma laranja, quando estou dirigindo o meu carro, quando me deito a cada noite sem você,
Sou sempre,
apaixonadamente,
Ram "
eu fico tentando vê-lo em outros. mas não dá.
eu tento porque sei que ele nunca vai estar ao meu alcance.
2 semanas. é tudo o que tenho de concreto.
se ele ficar em recuperação, um pouco mais. mas e para que?
para admirar suas costas semi-curvadas, sua barba mal feita e sua voz de gralha engasgada!
sim. eu amo ele.
amo tudo nele.
tudo mesmo.
a escrotidão, o "o que que ela quer que eu faça, que eu largue minha namorada para ficar com ela?", o cheiro, o corpo, a boca, o rosto...
tudo.
ele é tudo para mim.
mesmo que isso não valha realmente nada.
nem para mim. nem para ele.
eu beijo na boca. em algumas. mas não na dele.
não deixo de viver por causa do que eu sinto.
ele tem lá a suposta namorada, os amigos, o meu cd.
ah. o meu cd =\
ele me tem na estante dele, ou talvez na case de cd's dele.
provavelmente, raramente estou no discman dele, mas quando ele quiser ouvir rufio, ou reactor, estarei lá.
e eu não dou a mínima.
babo mesmo.
amo mesmo.
falo que ele é um merda.
falo que ele é feio.
falo que ele é torto.
falo que ele dirige péssimamente.
e não é dor de corno. até pq nunca tivemos nada.
mas falo porque é tudo verdade. tudinho !
mas porra. eu amo ele.
desde a primeira vez que eu o vi.
no primeiro andar, conversando, sorrindo.
e eu abri a boca e disse:
-meu...como assim esse menino existe?
e depois jogando futebol.
hahaha. dava vontade de rir. mas dava vontade de chorar.
eu só queria aquele desajeitadinho para mim.
falando baixinho com aquela vozinha estranha dele.
ninguém é perfeito. ele pode ter os defeitos que quiser.
[i feel you.3 doors down.]
[and what do i care to get me through these sleepless nights
[and what do i have to hold when no one¿s there to hold me tight]
[and what do i see the only thing that gets me through this is]
[i feel and i feel you]
Pornografia emocional. meus queridos drugues. por: nelly kruczan, anna iokilevitc e rachel rebello
A pornografia emocional está diretamente ligada com a queda dos valores morais da sociedade. Quando se fala em moralidade, se pensa primeiramente na sexualidade e na liberação sexual.
De certa forma, essa igualdade entre homens e mulheres agrediu moralmente a sociedade, apesar dos valores serem invertidos desde os primórdios.
Por exemplo, antigamente as garotas deveriam se casar virgens, enquanto isso, seus futuros maridos saíam com as meninas vulgares dos cabarés.
Esse era um comportamento natural nas décadas passadas, de um lado, as mulheres ficavam presas em casa, sempre educadas para serem escravas do lar, cozinhando, cuidando dos filhos e fazendo amor com seus maridos de conveniência, quando eles quisessem. Suas vontades eram anuladas, como se fossem apenas corpos, sem vontade alguma.
Já seus maridos, bebiam seus copos fartos de uísque, ou conversando com amigos, ou bolinando ninfetas dos diversos prostíbulos da cidade.
Esta violência já existia, mas ninguém via que aquilo era realmente sórdido e agressivo.
As mulheres também sentiam tesão, queriam sair daquela moralidade hipócrita para se sentirem mais atraentes para seus maridos, para que pudessem também ter seus desejos saciados.
Mas não conseguiam alcançar a satisfação emocional e sexual. Não eram realmente apaixonadas por aquela vida, queriam viver algo além de uma vida regrada sem charme e com um glamour quase imposto.
Onde se encontravam seus direitos, suas opiniões? Eram sempre ignoradas. E quando resolviam se libertar e se envolver com outra pessoa, em busca do carinho e amor, sentimento que foi negado a elas por muito tempo, chegavam a ser apedrejadas sob a acusação de adúlteras, quase prostitutas.
Ou então quando resolviam se libertar verbalmente, com seus protestos pela igualdade e pelo direitos femininos, eram acusadas de lésbicas, feministas, sendo ainda mais escorraçadas pela sociedade.
Na década de cinqüenta, com o surgimento do cantor Elvis Presley, as mulheres explodiram e deixaram suas emoções correrem com mais naturalidade.
Aquela histeria toda tinha uma explicação plausível: tesão reprimido.
As garotas não tinham uma educação aberta, portanto não entendiam bem o que sentiam.
Elvis era sensual, bonito, carismático, tinha uma voz sedutora e um balanço inigualável. Era o tipo de homem incontrolável, indomável.
A sociedade não gostava muito da "leviandade" do astro, por isso ele foi censurado incontáveis vezes em transmissões feitas pelas emissoras de televisão americanas da época.
Avançando para a década de sessenta, com os belos roqueiros no melhor estilo Alvin Lee, os amores platônicos começaram a surgir, de forma que, meninas cometiam loucuras por seus ídolos.
O amor platônico é um grande exemplo de vontades recolhidas.
É maravilhoso se apaixonar, mesmo que seja por um certo alguém que nem você, nem ninguém do seu circulo de amizades conhece.
É algo intenso e proibido, algo que provavelmente nunca sairá da imaginação, mas mesmo assim é dito, de peito estufado, para quem quiser ouvir, que sem dúvida alguma, é a pessoa mais feliz do mundo, pois está apaixonada.
Descobrir toda a vida e histórico amoroso do rapaz se torna seu objetivo vital e nessa empreitada, descobrir as coisas mais esdrúxulas, ou mais maravilhosas, é inevitável.
O objeto de desejo em questão se encontra em letras de músicas e filmes, que regularmente são comparados à própria situação amorosa vivida, sonhos sempre envolvendo o rapaz e a horrível paranóia, exclusivamente feminina: O que usar? Afinal, ele pode estar por perto.
Consequentemente, se é uma coisa que não se pode ter, desperta mais interesse.
Querer tocar, beijar, ter prazerosas experiências sexuais, dia sim, dia não em um locais triviais, são desejos que aparecem freqüentemente quando se está amando. O que não quer dizer que a menina em questão seja vulgar ou que desmereça o respeito das pessoas que convivem junto a ela.
Ela ama, ela quer. Não há nada de errado.
O amor está diretamente ligado com o desejo e é sentido de formas semelhantes por homens e mulheres.
Apesar do triste fato de que amar se transformou em algo tão banal e de ser fácil encontrar pessoas que falam do amor como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Pessoas falam tão desnecessariamente a palavra amor e não param para pensar no valor da palavra.
Uns dizem que amam fulano, outros dizem que amam siclano, mas no fundo as relações estão se tornando cada vez mais impessoais.
Por exemplo, o ato de "ficar" virou uma competição: quanto mais, melhor.
Já se foi o tempo em que garotos e garotas se beijavam em uma festa porque houve uma química, de certa forma, talvez depois de terem conversado e conhecido um pouco de cada um.
Mas agora, tudo isso foi, por um lado, vulgarizado.
As pessoas simplesmente se beijam e se tocam, depois vão embora sem nenhum dos dois ter dito uma só palavra ou, no máximo, um deles ter passado uma cantada bem barata.
As vezes, nem mesmo sabem o nome um do outro. Então, depois, meninos e meninas se reúnem em seus grupos para contar as "aventuras" da noite passada, sem nem mesmo saberem os nomes dos envolvidos.
Nada de antiquado, ou conservador, a questão não é essa. Ficar é bom, indiscutivelmente bom, mas, aonde o diálogo entra ?
E este não é um privilégio estritamente masculino.
Isto é praticado por todos, independente do sexo, ou da idade.
Seria extremamente injusto julgá-los como meras criaturas de formação machista.
Uma grande maioria está ciente das vontades femininas e são fiéis, gentis, simpáticos e educados.
Alguns também levam realmente a sério o ato de amar. Vivem este sentimento de uma forma tão intensa, que chega a ultrapassar o contato corporal e o vai e vem de quadris desesperados.
Com a evolução da sociedade, tabus foram quebrados, o enquadramento social foi soterrado pelas idéias revolucionárias de jovens com sede de amar e de viver, sem medo da repressão familiar e da sociedade, que hoje já é frustrada.
Logo, os humanos só conseguirão ser melhores quando aprenderem a dizer o que sentem, sem medo de chocar e claro, quando não mais julgarem seus semelhantes por conta de opiniões contrárias .
Todos sabem o que é certo e o que é errado, ninguém precisa de um manual de instruções para se guiar. Errado é matar, errado é tirar algo de alguém, errado é agir certo para simplesmente se beneficiar.
Certo é amar, querer bem.
Qualquer expressão amorosa é válida, seja em uma carta, em um telefonema, em um beijo, ou em um toque.
A pessoa que disse que sexo era algo errado e imoral, estava completamente equivocada. O ato de fazer amor não tem nada a ver com erro, já que, como o nome diz, é uma forma de expressar um sentimento que poucos tem o privilégio de sentir intensamente. Sentir prazer também não é errado, é a conseqüência de amar e ser amado.
e que tal encontrar em um lugar comum alguém incomum?
em um bar, em um aeroporto, em uma esquina, ou em um ponto de ônibus, como na música bus stop.
"bus stop, bus goes, she stays, love grows. under my umbrella"
mas e então? o que fazer quando esse tipo de coisa acontece.
é bem típico. mas ficar sem ação é o que 99% das pessoas fazem.
mas aquele 1% que age, deixa passar e fica com aquilo na cabeça. um olá, uma conversa e só? não era para ter ficado por isso mesmo.
seria legal se as pessoas fossem capazes de manter contato, ou que fossem capazes de viver algo intenso, mesmo que momentâneo.
mas não são. o medo de errar, ou até de acertar as fazem parar.
é como repelir qualquer tipo de felicidade, pois ela é feita de coisas pequenas.
exatamente como eu.
bus stop.bus goes.*he goes (too).love grows.
[yellowcard.ocean avenue.]
[if i could find you now things would get better]
[we could leave this town and run forever]
[let your waves crash down on me and take me away]
[there's a piece of you that's here with me]
[it's everywhere i go]
[it's everything i see]
[when i sleep i dream]
[and it gets me by]
[i can make believe that you're here tonight]
era uma vez um menininho
ele ganhou uma bonequinha de porcelana
os garotos diziam que era brincadeira de menina
mas ele adorava vestí-la.
o tempo passou
o menininho a guardou
em um lugar alto da prateleira
para sempre poder vê-la.
ele a limpava e a penteava
e os amigos riam dizendo que ele era um maricas
por adorar botar chuquinhas naquela bonequinha
ela tinha um nome...
nelly, seu nome era nelly.
o tempo passou, o menino cresceu.
e a bonequinha muito empoeirada estava.
na prateleira bagunçada....
esquecida no meio do nada.
um dia ouviram um barulho.
parecia algo quebrando
quando viram era a bonequinha
partida no chão de cor marfim.
o menino que a vestia, penteava e colocava chuquinhas nada fez.
bateu a porta e foi brincar com o brinquedo da vez
when i look in the mirror
i can't believe what i see !
tell me, who's that funky dude starin' back at me?
broken, beaten-down can't get around
without an old-man cane i'd fall and hit the ground
shivering in the cold, i'm bitter and alone
eu me libertei. consegui!
ele jogou minhas ilusões na lata de lixo, meus sentimentos e tudo mais.
foi estúpido e grosso com a pessoa que mais se importava com ele.
e agora não sobra mais nada para ele.
me olhava no espelho e não reconhecia, me olhava e não me via.
aquela criança ridicula do outro lado nãe era a nelly de verdade. aquela que se humilhava não era a mesma de antes.
eu tava cansada de bancar a imbecil para ele, sem perceber, mas a sorte toda foi tudo ter acontecido da pior forma e então eu acordei !
i don't wanna be an old man anymore
it's been a year or two since i was out on the floor
shakin' booty, makin' sweet love all the night
it's time i got back to the good life
it's time i got back, it's time i got back
'n i don't even know how i got off the track
i wanna go back, yeah!
e então agora eu consegui me livrar daquilo tudo e voltar a minha vida normal.
feliz, aliviada, me preocupando com as outras várias coisas que fazem parte da minha vida. ele está em segundo, terceiro, ou até quarto plano.
ele é o mínimo, ele foi reduzido a nada. ele sempre foi nada. eu é que era cega demais.
[ weezer.say it ain't so.]
[ weezer.tired of sex.]